|
EPIFANIA
Neste
domingo, dia 03 de janeiro a Igreja celebra a Epifania do Senhor,
solenidade em que se festeja a manifestação da divindade
de Jesus Cristo e a adoração dos reis magos ao Deus
Menino, em Belém de Judá.
A palavra “epifania”, tem origem
no verbo grego “epiphaino”, que tem o significado
de “mostrar”. O substantivo “epifania”,
do grego “epiphaneia” quer dizer: aparição,
manifestação.
“A epifania é a festa, como a entendemos
hoje, com a qual se celebram tanto a manifestação
da divindade de Jesus Cristo como a visita e a adoração
a Jesus, em Belém, dos três reis magos vindos do
Oriente, fixada na liturgia para o dia 6 de Janeiro”. A
solenidade é celebrada no domingo seguinte à data
da festa litúrgica.
A origem da festa da Epifania remonta ao tempo
dos gnósticos basilidianos (pensadores cristãos
da região da Basílide, no Oriente Médio),
no século II, que celebravam a manifestação
do Cristo de origem divina no mundo terrestre ocorrida no momento
do seu batismo. “Portanto, originalmente comemorava-se,
no dia 6 de Janeiro, a festa do batismo de Jesus Cristo.
A partir do século IV, celebravam-se simultaneamente,
no dia 6 de Janeiro e com o nome de Epifania, tanto a festividade
do batismo como a do Natal. “Porém, no mesmo século
IV começou a surgir o costume de se festejar o Natal no
dia 25 de Dezembro, o batismo de Jesus foi passando para segundo
plano e a adoração dos magos foi-se impondo como
a festa principal.
Segundo a tradição da Igreja do
século I, os magos seriam possivelmente reis de nações
ao leste do Mediterrâneo, sábios e poderosos, que
cultivavam o conhecimento do homem e da natureza buscando contacto
com Deus. Naquele tempo, os persas chamavam “magos”
aos sacerdotes. Mais tarde, a tradição os chamou
de “reis” lembrando o salmo 72,10-11: ‘Os reis
do Ocidente e das ilhas lhe pagarão tributo. Os reis da
Arábia e da Etiópia lhe oferecerão presentes.
Diante dele se prostrarão todos os reis e o servirão
todas as nações. Os reis vieram do Oriente, isto
é, da Arábia, Pérsia ou Caldeia.
Os nomes dos magos, Melchior, Gaspar e Baltazar,
vêm da tradição e não da Bíblia”.
Tradicionalmente, Melchior é representado
como um ancião branco com barbas, traz como presente o
ouro que representa a realeza de Cristo; Gaspar, jovem de pele
morena, traz o incenso, representando a divindade de Jesus Cristo;
Baltazar, de raça negra, oferece ao Menino Jesus a mirra,
substância para embalsamar cadáveres, representando
sua humanidade, o sofrimento e a morte do Senhor.
O significado da Epifania, na Igreja Ortodoxa
(Oriente), é a festa da manifestação do Senhor
Jesus, ou seja, a celebração de seu nascimento como
verdadeiro homem (mistério da Encarnação).
Já no tempo de São João
Crisóstomo, em Antioquia e no Egito, acrescentou-se também
a comemoração do batismo de Jesus no Rio Jordão.
No Ocidente, a festa da Epifania tem um significado diferente.
O que se celebra é a revelação de Jesus ao
mundo pagão, que é simbolizado pela vinda dos reis
magos para adorar o Redentor recém-nascido em Belém.
Atualmente, na nossa liturgia, a Epifania celebra
a vinda dos magos, vistos como primícias dos pagãos
que acolhem Jesus como o Senhor. No prefácio da liturgia
da Epifania, encontramos o significado da festa: ‘Revelastes,
hoje, o mistério de vosso Filho como luz para iluminar
todos os povos no caminho da salvação. ‘Cristo
é a Luz, estrela, dos povos”.
Visualize ou faça o download do arquivo com as informações completas para entendimento do que é o Ano Litúrgico.
<< clique aqui para abrir/baixar o arquivo ANO_LITURGICO.PDF >>
|