O Diaconato

A palavra diácono vem da língua grega e está relacionada com o significado de estar a serviço: ajudar, assistir, auxiliar, servir.

Acredita-se que o diaconato surgiu quando, ainda nos tempos bíblicos, foram selecionados sete homens para ajudar nas necessidades pastorais e administrativas na época em que a Igreja estava dando seus primeiros passos (Confira lendo o capítulo 6 dos Atos dos Apóstolos).

Hoje em dia, como nos tempos bíblicos, os diáconos colaboram com os sacerdotes nas responsabilidades pastorais e administrativas da comunidade. Além disso, eles têm um papel distinto na liturgia, sendo a tarefa principal proclamar o Evangelho e ajudar na administração da Eucaristia.

Na Igreja há diversidade de serviços, de tarefas. Todos são, num sentido geral, diáconos. Isto é, todos os cristãos são servos de Jesus Cristo e servos uns dos outros. Todo cristão tem um lugar de serviço na Obra do Senhor, ainda que não seja atribuído pela igreja um determinado cargo hierárquico a cada um dos fiéis.

Há um sentido específico de ser diácono na Igreja que está em direta conexão com os padres e bispos no desempenho das responsabilidade para com Deus e com seu povo.

Neste sentido específico, o diaconato vem a ser a primeira ordem clerical. Como todas as demais ordens sagradas, esta também só pode ser conferida por um bispo.

Frei Mason, pela imposição das mãos de Dom Frei João Mamede Filho, OFM Conv., recebe o diaconato para estar à serviço de Deus e de sua Igreja através do trabalho concreto por meio da Província Santa Rita de Cássia da Ordem dos Agostinianos Recoletos.


O Lava-pés

O gesto de Jesus é ensinamento: a autoridade (Jesus é o Mestre e o Senhor) só pode ser entendida como função de serviço aos outros.

O amor produz igualdade e fraternidade. Na comunidade cristã existe diferença de funções, mas todas elas devem concorrer para que o amor mútuo seja eficaz. Já não se justifica nenhum tipo de superioridade, mas somente a relação pessoal de irmãos e amigos.

O ideal de Santo Agostinho, vivo e atuante nos frades agostinianos recoletos, reflete a espiritualidade do gesto no lava-pés:

"Uma só alma e um só coração dirigidos para Deus"