A PALAVRA DO PÁROCO - JULHO/2018

Queridos paroquianos!

Após um mês intenso de trabalho com a realização de nossa quermesse, damos início ao segundo semestre de 2018 em nossa paróquia. Este mês se apresenta bem mais tranquilo com relação às atividades paroquiais. Sendo assim gostaria de refletir sobre a importância da comunidade paroquial para voltarmos em agosto com os ânimos renovados e comprometidos.

Hoje se fala muito em comunidade. Comunidade escolar, comunidade familiar, comunidade paroquial e até comunidades virtuais, espalhadas pelas redes de computadores. Fala-se muito, mas na realidade vivemos num mundo cada vez mais anônimo, com pessoas isoladas pela competição e fechadas no individualismo. Os meios de comunicação, que deveriam aproximar as pessoas, acabam distanciando. O individualismo tende a criar uma sociedade de consumistas, na qual estão em jogo os interesses pessoais.

O ser humano só consegue tomar consciência do mundo e dos outros, através do amor e da partilha que se dá na vida em comunidade. É ali que ele vai desenvolver seus dons e suas capacidades. As comunidades cristãs são comprometidas com a fé e ligadas pelos laços de fraternidade. Viver em comunidade, nesta perspectiva, é lutar pela paz e pela justiça no mundo.

Não basta estarmos juntos, um ao lado do outro na mesma casa. É preciso que tenhamos objetivos comuns, metas definidas, prioridades básicas que favoreçam a superação do individualismo. Faz-se necessário vivenciar relações interpessoais. A comunidade cristã tem um elo que une e fortalece os seus membros, é a mística do serviço e da oração em comunidade.

Na comunidade, cada um tem a responsabilidade de ajudar e sustentar a fé dos irmãos; dá e recebe, perdoa e é perdoado, acompanha e jamais está só, oferece seus carismas e ministérios para o bem de todos e beneficia-se com os de seus irmãos; compartilha. Viver em comunidade é sair do anonimato para deixar-se conhecer, deixar-se cativar, colocando seus dons e talentos a serviço. Só quem ama realmente, entende o que significa a vida em comunidade.

Por outro lado, é na comunidade que acontecem também as inevitáveis tensões e conflitos. A comunidade é o lugar do crescimento, mas também é o lugar dos desafios constantes. Acontece que nem sempre as pessoas estão maduras e preparadas para compartilhar e viver em harmonia e doação evangélica. A irradiação do amor supõe a superação do egoísmo. O encanto da vivência comunitária supõe uma grande capacidade de amar. Saber viver em comunidade é uma missão que se aprende a cada dia. É preciso superar limites e ir além dos interesses pessoais, olhar mais para o “nós” e menos para o “eu”.

Ainda predominam entre nós e em nossas Igrejas, as formas religiosas individualistas de massas, nas quais não se valorizam as relações interpessoais e fraternas. Busca-se Deus de forma egoísta e interesseira. Não há partilha de vida. Cada um pensa em si mesmo. Porém, não podemos nos esquecer que o núcleo do cristianismo é o amor e a partilha. Tal amor exige a vivência comunitária e as relações fraternas. Ao mesmo tempo não podemos perder de vista o apostolado e a solidariedade com os mais pobres.

Aprendamos a viver em comunidade e aproveitemos esse mês de julho para descansar, pois tivemos um mês muito intenso com os finais de semana de quermesse. Obrigado a todas as equipes e a todos aqueles que se envolveram na realização desse importante trabalho. Que nossa Senhora de Lourdes interceda junto a seu Filho Jesus por todos nós. Amém!

Frei Alcimar Fioresi, OAR.