A Palavra do Pároco

Frei Alcimar Fioresi, OAR

JANEIRO / 2019

Queridos paroquianos!

Quero manifestar a todos vocês uma breve mensagem de agradecimento por estes três anos vividos na Paróquia. Gostaria de resumir em três pontos: Trabalho, louvor e perdão.

Trabalho: Acredito que foram anos de muito trabalho, muitas colaborações e parcerias. Nossa Comunidade teve muitas oportunidades de ser uma “Comunidade de comunidades”, uma rede de pessoas interligadas pela mesma afinidade de fé: Jesus Cristo. Fizemos pequenas melhorias na nossa Igreja, como o telhado do salão Santa Mônica e da antiga casa paroquial que hoje funciona como sala de catequese; foram anos de quermesses e de eventos realizados para colaborar com a obra social Sopão e com os mais necessitados da paróquia.

Tivemos muitas formações e a volta do curso de Teologia para agentes de pastoral. Os frutos desse laborioso trabalho ainda estão sendo colhidos. Outras pessoas, talvez por medo ou insegurança se esquivaram, mas até isso houve um propósito.

Paróquias, pessoas, movimentos e grupos, a todos que colaboraram deixo o meu muito obrigado! Não podemos deixar de lembrar da festa das crianças, confraternizações e as festas da Padroeira. É o Reino de Deus no meio de nós. É preciso saber ver estes sinais. Nossas festas, nossos eventos, colaboração de poucos ou de muitos tudo foi feito para o bem.

Louvor: É preciso saber agradecer, reconhecer que tudo que buscamos foi graças a Deus e o empenho de pessoas. A gratidão é um dom, que poucas pessoas possuem. Mas as que possuem, sabem que graças ao Senhor tudo foi realizado. Louvamos pela vida da comunidade que com tantas dificuldades soube dar um pouco de si. Louvamos até pelas pessoas que ainda não adentraram ao tempo da comunidade. Algumas ainda estão encerradas em si mesmas e em seus grupos. Mas o Senhor há de abrir a consciência e o coração delas. Louvo pela vida de todos aqueles que me ajudaram nestes anos e a toda a minha comunidade religiosa.

Perdão: Saber reconhecer é importante, pois nem sempre acertamos, nem sempre conseguimos ser melhores. A comunidade que se respeita e se ama, sabe ser espaço de reconciliação e perdão. Abrir mão de projetos pessoais para o bem da Igreja. Abrir mão do orgulho, para enxergar o outro. Peço perdão a todas as pessoas com quem convivi este ano. No trabalho, na convivência, mas principalmente na Evangelização, com a motivação de fazer o certo, às vezes somos mal compreendidos e de alguma forma afetamos ou prejudicamos alguém.

O padre tem muitas obrigações, funções, responsabilidades que nem todos sabem. Sei, contudo, que uma em especial não pode ficar prescindida da vocação sacerdotal: acolher a todos sem distinção. Esforcei-me dentro dos meus limites em agregar e integrar a todos. Peço perdão para as pessoas que me aproximei para tentar ajudar e não consegui. Tenho a convicção que todos têm direito de serem felizes, e esta felicidade só pode estar inserida na vida em Cristo.

O grande risco do mundo atual, com a sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. Muitos caem nele, transformando-se em pessoas ressentidas, queixosas, sem vida. Esta não é a escolha duma vida digna e plena, este não é o desígnio que Deus tem para nós, esta não é a vida no Espírito que jorra do coração de Cristo.

Às vezes preciso ter paciência para compreender que nem todas as pessoas querem viver a felicidade em Cristo. Houve desencantos por causa disso, culpa de ninguém, mas minhas expectativas sempre são grandes porque acredito na regeneração das pessoas.

Termino essa mensagem fazendo minhas as palavras de Jesus quando percebeu que os pobres, abandonados e pessoas excluídas do seu tempo acolheram sua mensagem. Assim hoje rezo com vocês: “Eu te louvo ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos” (Mt 11,25).

Que Deus abençoe a todos e que nossa Senhora de Lourdes nos acompanhe sempre! Até qualquer dia…

Rezem por mim que estarei rezando por todos!

Frei Alcimar Fioresi, OAR.