A Palavra do Pároco

Frei Marcus

MARÇO / 2019

Frei Marcus

Queridos irmãos e irmãs:

Neste primeiro envio de mensagem a vocês, quero deixar aqui constante meu agradecimento a todos.

Por esse motivo coloco novamente minhas primeiras palavras como novo pároco. Acredito que aqui está em linhas gerais o que gostaríamos de realizar com vocês.

Como disse nosso querido Dom Odilo, não posso fazer tudo sozinho. Necessito da ajuda de todos para juntos seguirmos os passos de Jesus Cristo nesta nossa missão. Que o bom Deus abençoe a todos nós.

Neste momento não tenho muitas palavras senão o agradecimento a todos. Frei Lorenzo, meu formador na filosofia, sempre dizia que Deus sempre nos dá oportunidade para vivermos a graça de Deus e olhar tudo o que acontece ao nosso redor como dom de Deus, e não problema. Por isso, nesse dia eu quero agradecer a Deus por esta oportunidade.

Quero agradecer também a meus pais, juntamente com parte da minha família que está aqui presente. Ao meu provincial que não pode se fazer presente, mas que confiou em mim para essa missão.

À comunidade religiosa que faço parte que sempre me apoiou, sobretudo nessa reta final de faculdade. Eles têm me dado grande apoio nesse momento: Frei Toninho, nosso vigário paroquial, Frei Ademir, Frei Geraldo e agora Frei Sérgio Peres que compõe a nossa comunidade da Vila Hamburguesa – Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes.

Se hoje eu estou aqui, foi graças ao Frei Sérgio Peres, meu promotor vocacional que ajudou a lapidar em mim a graça da vocação à vida religiosa e sacerdotal.

Quero me dirigir também aos agentes de pastoral e paroquianos. Estamos vivendo a graça do sínodo em nossa arquidiocese. Precisamos dar continuidade e sobretudo não deixar que seus frutos passem.

Já cumprimos a etapa das visitas e da assembléia paroquial. Vamos seguir em frente, pois temos uma grande oportunidade pela frente.

Para seguirmos em frente, gostaria de tratar três pontos com vocês:

1. Em primeiro lugar a oração. Não se vive uma comunidade eclesial sem oração. A oração é fundamental na vida de todo cristão, de todo batizado, sobretudo aquele que está chamado a viver no seguimento de Jesus Cristo. Por isso nossas pastorais, nossos movimentos, nossas famílias precisam tomar gosto pela oração. E vamos buscar meios para que a oração mova nossas pastorais, não somente a ação sem a oração.

2. Segundo ponto é a conversão: partindo a oração, precisamos nos converter. Muitas vezes somos movidos por nossos gostos, nossas vontades, eu mando, eu quero. A conversão diária nos coloca em comunhão e a comunhão é fruto de diálogo, de perceber também o outro, de se colocar no lugar do outro. Todos, sem exceção, precisamos de conversão.

3. Caridade. Paulo na carta aos Coríntios nos diz que podemos ter ou fazer tudo, mas sem caridade de nada adianta. Na oração, na conversão sempre deve haver a caridade que não acaba nunca.

De onde eu trago esses três pontos? Da mensagem de Virgem de Lourdes a santa Bernadete. Nossa padroeira, portanto, nos apontou o caminho. Cabe a nós seguirmos com os olhos fixos em Jesus. Em todas as nossas ações devemos sempre olhar para Jesus.

Os mais antigos se lembram que aqui tinha uma cruz de madeira. Essa cruz é antes de tudo, símbolo de amor e vida de Jesus que se entregou nela por amor a cada um de nós.

Quero agradecer a nosso arcebispo, cardeal dom Odilo, por nos presentear com sua presença e presidir nossa tomada de posse. Sabemos do seu trabalho, do seu ministério e compromisso com a cidade de São Paulo e com a Igreja. Que Deus continue abençoando sua missão e que o Espírito Santo o ilumine sempre.

Obrigado a todos que prepararam essa celebração. Deus os abençoe sempre pelo carinho e atenção de todos. Todos colaboraram, por isso não quero citar nomes.

Por fim, quero pedir a vocês que continuem rezando por mim. Não se esqueçam de mim em suas orações. Para sorte ou azar de vocês, é a primeira vez que assumo uma paróquia, pois sempre trabalhei no governo provincial ou formação.

Como Salomão, a única coisa que peço a Deus é sabedoria para governar e pastorear essa comunidade com as graças e bênçãos de Deus.

Quero terminar citando santo Agostinho no Sermão 340:

“Desde que este encargo, do qual tenho de dar apertadas contas, me foi posto sobre os ombros, sempre me perturba a preocupação com esta dignidade. Que se há de temer neste cargo, a não ser que mais nos agrade aquilo que é arriscado para nossa honra do que aquilo que é frutuoso para vossa salvação? Aterroriza-me o que sou para vós; consola-me o que sou convosco. Pois para vós sou bispo; convosco, sou cristão. Aquele é nome do ofício recebido; este, da graça; aquele, do perigo; este, da salvação. ”

Fiz a citação literal, mas ajustando melhor a parte final: Para vocês sou pároco. Com vocês sou cristão. E é isso que eu desejo: caminhar com vocês.

Muito obrigado!

Frei Marcus Vinicius Dorrigo Leite, OAR