A Imposição das Mãos

A IMPOSIÇÃO DAS MÃOS
NA UNÇÃO DOS ENFERMOS

Unção do Enfermos

A imposição das mãos é um gesto simbolico de grande significado, pois esse gesto é uma ação na qual é tornada sensivel a transmissão de algum poder.

No Novo Testamento como também no Antigo Testamento a imposição das mãos é um gesto de benção conforme (Mc 10,3) foram trazidas crianças a Jesus “para que as tocasse”.

E o Senhor “as abençoou impondo lhes as mãos” (v.16). neste contexto fica claro que o “toque” procurado era a imposição de mãos e que através dela foi conferida a benção de Jesus.

Entretanto a imposição das mãos frequentemente está em conexão com a cura de doenças, seja porque era para esse fim que se esperava a imposição das mãos de Jesus: “enquanto Jesus falava veio um chefe e prostrou-se diante dele dizendo: “minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe-lhe a mão e ela viverá” (cf. Mt 9,18), seja pelo fato de que ele operava as curas pela imposição das mãos “colocou as mãos sobre os olhos do cego, que viu distintamente” (Mc 8,25).

Também encontramos em Lucas 4,40 “Ao por do sol, todos os que tinham doentes atingidos de males diversos traziam-nos, e ele, impondo as mãos sobre cada um curava-os”.

Assim, o ressuscitado promete que também seus discípulos pela imposição das mãos restituirão a saúde aos doentes: “imporão as mãos sobre os enfermos e estes ficarão curados” (Mc 16,18).

A imposição das mãos é um gesto que indica perdão, benção, transmissão de força.

O fato de na Unção dos Enfermos usarem a imposição das mãos é consequente com todas as curas dos enfermos que encontramos no Novo Testamento, pois as curas eram acompanhadas, tanto por parte de Cristo como por parte dos apóstolos, pela oração e imposição das mãos.

Quando o sacerdote impõe a mão sobre a cabeça do enfermo, na realidade está prolongando e visibilizando a força salvadora de Cristo sobre o cristão que nescessita naquele momento, de modo particular seu apoio e sua graça.

Autoria: Valdeci Bertalha de Oliveira

ALDAZABAL, José. Gestos e simbolos. São Paulo, Loyola, 2005.